 |
 |
 |
 |
|
11/11/2003 12:35
"Cada palavra é uma borboleta morta espetada na página:
por isso a palavra escrita é sempre triste..."
Mário Quintana
Quando li sua carta, desejei que cada palavra sua fosse eterna. Não era, passava adiante. Letra a letra baixava a sepultura de luto alcalino, vestindo o azul de traço afiado. Senti, enterrando-se em mim, a saudade das palavras mortas.
Ela e ele dizem eu te amo.
Ela escreve em meio ao embalo. Quando vem aquela inspiração, a vontade é mais rápida do que os riscos severos na folha. E pede desculpas por ser desorganizada. Com pressa as idéias se exprimem entre as palavras. Ele escreve com calma, nunca quando está inspirado. Nele as palavras têm um gosto de fruto prematuro que amadurece lentamente na língua. Para ela, escrever é refúgio. Para ele, é trabalho.
Ela é a bela poesia. Ele, boa prosa.
enviada por mim
Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)
|
|
 |
 |
 |
 |
|